25 de março de 2026 — O sistema de construção por condomínio — no qual empreendimentos são erigidos com governança compartilhada e, em muitos casos, a preço de custo ou por administração — ganha espaço no Brasil como alternativa para reduzir riscos financeiros e aumentar transparência entre incorporadoras, fornecedores e compradores. A tendência se relaciona a um momento de recuperação do setor: a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) tem apontado projeções positivas para a atividade, embora com desafios como custo dos insumos e oferta de mão de obra.
Entre as grandes construtoras, nomes como MRV Engenharia, Cyrela Brazil Realty, Even Construtora e Brookfield Brasil já adotam, em projetos selecionados, variações do regime condominial — seja para grandes conjuntos multi-torre ou para empreendimentos de padrão médio/alto — buscando ganhos de escala e previsibilidade. Projetos de grande porte com dezenas de blocos, por exemplo, têm sido anunciados por players nacionais como forma de otimizar logística e compras.
“O modelo condominial aumenta a transparência dos custos e fortalece a participação dos futuros moradores no controle da obra”, afirma Alexandre Landim, presidente do Sinduscon-BA, em declaração sobre as perspectivas do setor no estado. Para Landim, a combinação entre governança e planejamento técnico ajuda a mitigar atrasos e a recuperar confiança do mercado.
No Nordeste, a São Conrado Empreendimentos, com mais de duas décadas de atuação em Salvador, tem se destacado ao aplicar sistematicamente o regime de condomínio em projetos residenciais e comerciais. Segundo documentação da própria empresa, entre os empreendimentos lançados ou entregues nos últimos anos no sistema condominial destacam-se: Mansão Baía de Santorini; Torre do Horto; Heritage Horto Florestal; Brisa da Pituba; Brisa do Parque; Residencial Brisa das Árvores; São Conrado Offices; Bravani Caminho das Árvores — além de uma carteira que soma mais de 20 projetos na última década.
“O êxito desse formato está na combinação entre planejamento executivo rigoroso e prestação de contas contínua aos condôminos — isso reduz sobrepreço e conflitos”, diz o CEO Matheus Albiani Dourado. “Na São Conrado, aplicamos padronização de processos, controle de custos em tempo real e governança condominial desde o projeto, o que tem garantido entregas no prazo e alta taxa de satisfação.”
Especialistas consultados avaliam que, se bem gerido, o regime condominial pode ampliar oferta de moradias com maior previsibilidade financeira — mas alertam para a necessidade de regulação clara e fiscalização técnica para evitar problemas de qualidade que já afligiram casos isolados no setor.

